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Virgílio espera que conclusão de zoneamento viabilize desenvolvimento sustentável da Amazônia |
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Escrito por Rede Ambiental
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Qua, 03 de Março de 2010 23:19 |
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Virgílio espera que conclusão de zoneamento viabilize desenvolvimento sustentável da Amazônia
Arthur Virgílio (PSDB-AM) afirmou nesta terça-feira (2) que uma proposta iniciada ainda no governo Fernando Collor (1990-1992), o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal, está sendo concluída. O documento ficará aberto em consulta pública, para críticas e sugestões, até 6 de março no site http://www.mma.gov.br/zeeamazonia. O senador disse esperar que o fim dos estudos viabilize projetos para o desenvolvimento sustentável da região.
Virgílio anunciou também que esteve em audiência nesta terça-feira (2) com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, acompanhado pelo senador João Pedro (PT-AM) e pelos deputados federais Tércio Ramos, Marcelo Serafim, Rebeca Garcia e Vanessa Grazziotin, para agradecer a iniciativa da corte de discutir "com clareza" a questão da sub-representação parlamentar de alguns estados, como o Amazonas, cuja popular é superior à do Piauí mas tem dois deputados a menos do que o estado nordestino.
- Eu não quero prejudicar nenhum deles [estados]. Eu quero apenas o que cabe ao meu estado. Citei um pequeno exemplo. Não se trata de alguém perder; trata-se de se dar representatividade justa. A discussão está começando e há a expectativa de que ela acabe não hoje, mas amanhã, com a decisão final, porque as últimas instruções do Tribunal Superior Eleitoral, com vistas à eleição de outubro próximo, terão de ser expedidas até 5 de outubro.
Mindlin
O senador homenageou várias personalidades do estado do Amazonas e o empresário e bibliófilo José Mindlin, falecido no dia 28 de fevereiro, aos 95 anos. "Ele foi umaunamidade nacional: vitorioso em todos os setores e, sobretudo, o homem que amou os livros", (Envolverde/Amazônia.org.br)
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Imazon: devastação da floresta aumentou 26% em janeiro |
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Escrito por Rede Ambiental
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Qua, 03 de Março de 2010 23:12 |
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Imazon: devastação da floresta aumentou 26% em janeiro
Emissões de carbono por desmatamento acumulado foram 51 mi de toneladas: 41% a mais do que em período anterior
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou dados indicando que, em janeiro deste ano, houve aumento de 26% no desflorestamento, em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram desmatados, ao todo, 50 quilômetros quadrados. O primeiro mês de 2010 apresentou 63 quilômetros quadrados de devastação.
Já para dezembro de 2009, foi revelada uma queda de 68% do desmatamento, em comparação a igual período de 2008. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, houve 16 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia Legal no último mês do ano passado. Em dezembro de 2008, o desmatamento somou 49 quilômetros quadrados.
A devastação acumulada, que se observou para o período de agosto de 2009 a janeiro de 2010, somou 836 quilômetros quadrados. O dado representa um amento de 22% em relação ao mesmo período anterior (agosto 2008 a janeiro 2009) quando foram desmatados 687 quilômetros quadrados de floresta.
Em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, as florestas degradadas- intensamente exploradas por atividade madeireira e/ou queimadas- na Amazônia Legal totalizaram, respectivamente, 11 quilômetros quadrados e 51 quilômetros quadrados.
O Imazon informa que, como houve grande cobertura de nuvens na região amazônica no período do acumulado analisado, os dados de desmatamento podem subestimar a devastação real. As regiões com maior cobertura de nuvens foram Amapá, Amazonas e Pará. A parte do Maranhão que compõe a Amazônia Legal também não foi analisada.
Desmatamento que gera emissões
Pela primeira vez, o SAD reportou as emissões de carbono provenientes do desmatamento detectado na Amazônia Legal. Segundo o sistema, no período de agosto de 2009 a janeiro de 2010, o desmatamento acumulado causou o comprometimento de 13,8 milhões de toneladas carbono, sujeitas a emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição, resultando em 51 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
A informação representa aumento de 41% das emissões de carbono em comparação ao mesmo período do ano anterior (agosto de 2008 a janeiro de 2009), quando o total de carbono florestal afetado pelo desmatamento acumulado- 687 quilômetros quadrados- foi de 9,8 milhões de toneladas, resultando em 36 milhões de CO2 equivalente.
"Dizemos que o carbono foi comprometido ou afetado porque não podemos afirmar que a emissão já ocorreu, se o gás já está ou não na atmosfera. A emissão vai acontecer em algum momento, mas pode ser numa próxima queimada, por exemplo", explicou ao jornal Estado de S.Paulo, o cientista do Imazon Carlos Souza Júnior.
De acordo com o jornal, para calcular as emissões de carbono desencadeadas pelo desmatamento, o Imazon fez um cruzamento de dados. Cada polígono onde houve desmatamento foi comparado a mapas de biomassa da Amazônia.
O "simulador de emissões de carbono" trabalha com estimativas frente a algumas incertezas, como a verificada para casos de incêndio, que não têm eficiência de 100% e, portanto, nem sempre levam à queimada de toda a biomassa existente. (Envolverde/Amazônia.org.br) |
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Amazônia, desmatamento e clima |
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Escrito por Rede Ambiental
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Qua, 03 de Março de 2010 23:15 |
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Amazônia, desmatamento e clima
Entrevista especial com Carlos Nobre
Um estudo divulgado no mês passado revela que, devido ao desmatamento, mudanças no clima e queimadas, em cem anos, restará viva apenas 30% da Amazônia. Esse é um dado que mostra o aumento crescente destes que são considerados os principais desafios da maior floresta do mundo. “Boa parte da floresta, no leste e no sul, poderia desaparecer caso essas mudanças aumentem. No entanto, o desmatamento tem dimuido, mas é muito difícil saber para que lado vai o aquecimento global”, avalia o professor Carlos Nobre. Durante a entrevista que concedeu, por telefone, à IHU On-Line, ele refletiu sobre o cenário atual da Amazônia e soluções para resolução dos problemas que ela vive hoje. Nobre também conversou conosco sobre cenários que surgem no Brasil devido a problemas climáticos e ambientais, como o aumento da seca no semiárido e a desertificação no Rio Grande do Sul. “Um clima mais variável em uma região onde o clima geralmente é mais estável sempre motiva muitas coisas, mas não podemos afirmar cientificamente que esse aumento da variabilidade do clima no Rio Grande do Sul é provocado pelo aquecimento global”, explicou.
Carlos Nobre é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Na Massachussets Institute Of Technology (EUA), realizou o doutorado em metereologia. Recebeu o título de pós-doutor da University Of Maryland (EUA). Atualmente, é pesquisador sênior no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É autor das obras Amazonian deforestation and climate (New York: John Wiley and Sons, 1996) e Regional Hidrological Impacts of Climatic Change - Impact Assessment and Decision Making (Oxfordshire: International Association of Hidrological Sciences, 2005).
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Um estudo sobre os riscos que a Amazônia está correndo, conduzido pelo Banco Mundial, alerta que, devido ao desmatamento, as mudanças climáticas e as queimadas, em 2075, só restará 30% da floresta amazônica. Hoje, a Amazônia é a maior floresta do mundo. Como o senhor detalharia o cenário previsto para 2075?
Carlos Nobre – No pior dos casos, se todas as mudanças ambientais e globais aumentarem, seja por desmatamento, impacto do fogo na floresta ou por aquecimento global, ainda assim sobraria uma faixa de 20 a 30% da floresta até o final do século. É isso que nossos cálculos mostram. Boa parte da floresta, no leste e no sul, poderia desaparecer caso essas mudanças aumentarem. No entanto, o desmatamento tem dimuído, mas é muito difícil saber para que lado vai o aquecimento global. Copenhague não deu muito certo, mas há um movimento mundial de transição para uma economia de baixo carbono. Portanto, não é possível prever com precisão se esse movimento dará certo, qual é a escala de tempo, quantas décadas irá demorar para diminuir as emissões ou qual será o aumento de temperatura na segunda metade do século. O que podemos imaginar são cenários. Nem com bola de cristal alguém conseguiria, hoje, saber exatamente qual seria a trajetória do aquecimento global nos próximos cem anos.
IHU On-Line – O cenário atual da floresta permite que recuperemos as áreas que foram desmatadas?
Carlos Nobre – Recuperar todas as áreas que foram desmatadas não é uma tarefa trivial, é uma tarefa muito complicada, mas a política de uso dos recursos da Amazônia deve ir na direção de uma diminuição muito grande de novos desmatamentos. Há uma política do governo brasileiro, inclusive, para reduzir as emissões. O que o presidente Lula apresentou em Copenhague, e que se tornou lei, é uma redução de 80% dos desmatamentos. Então, podemos sim, em uma escala de dez a quinze anos, nos encaminhar para o desmatamento zero. É só desenvolvermos políticas de utilização das áreas já desmatadas. Essas políticas devem ser acompanhadas de avanços científicos e tecnológicos de como usar as áreas desmatadas. Talvez possamos usar menos da metade das áreas desmatadas para produzir alimentos e outros materiais, e recuperar boa parte dessas áreas. Fazendo isso, também estaríamos, no momento que a floresta secundária regenera nas áreas desmatadas, retirando gás carbônico da atmosfera.
IHU On-Line – A redução das emissões de gases estufa é a única solução para a Amazônia?
Carlos Nobre – São várias as soluções. É impossível eliminar o risco da floresta se não reduzirmos o aquecimento global, que não pode passar muito de dois graus. O planeta já aqueceu entre 0,7 e 0,8 graus, então precisamos, com certeza, diminuir o aquecimento global. Um outro ponto é que, mesmo que diminuíssemos o aquecimento global em nome da temperatura no máximo em graus e continuassemos a desmatar, ainda assim, a floresta estaria em risco. A redução do desmatamento é muito importante. Por fim, a prática agrícola tem que ser feita sem o uso do fogo, que é cada vez mais usado na agricultura em todo o Brasil e América Latina. Esse fogo acaba saindo de controle, vai entrando aos poucos e queimando áreas de florestas. Cada vez que se abrem mais áreas agrícolas, mais pedaços de florestas vão sendo queimados. Então, junto com a redução do aquecimento global e a redução significativa do desmatamento, deve se eliminar o fogo como prática agrícola. O fogo não é uma boa prática agrícola, de acordo com a melhor agricultura que possa ser praticada na região.
IHU On-Line – O acordo feito em Copenhague não estabeleceu metas obrigatórias de redução de emissões. Como fica a Amazônia diante desse comprometimento?
Carlos Nobre – É preocupante, não só para a Amazônia, mas para todo o planeta, para a sustentabilidade da vida e para a produção agrícola. O próprio conceito de desenvolvimento sustentável fica ameaçado se nós não conseguirmos eliminar esse risco. O fato de não termos chegado a um acordo legalmente vinculante e multilateral sob o guarda-chuva das nações unidas não significa que não poderemos chegar a algum tipo de acordo no futuro, mas é melhor que esse futuro seja muito imediato, se não no México, na COP 16, tem que ser na África do Sul, na COP 17. Não podemos deixar o tempo passar, e os esforços para reduzir as emissões devem continuar, com ou sem acordo.
O Brasil, por exemplo, tem reduzido suas emissões. Talvez o pico das emissões brasileiras tenha sido no ano de 2005. A partir daí, reduzimos os desmatamentos, as emissões vêm diminuindo e agora vamos atuar em vários setores, não só na área do desmatamento, mas de agricultura, energia, indústria, e caminhamos para essa economia de baixo carbono. Isso deve ser acelerado e, é lógico, o jogo só se equilibra quando há um acordo amplo. Se não houver esse acordo, é como se alguém sempre quisesse “passar a perna” no outro, uns reduzem mais, outros não reduzem e outros aumentam. Portanto, o acordo é importante, mas as ações claras e que caminham na direção de uma economia de baixo carbono não podem parar, têm que continuar até que esse acordo se torne possível e seja efetivado.
IHU On-Line – Além dos problemas que a Amazônia vive, o semiárido está cada vez mais seco, o norte do RS vive um processo de desertificação. Como o senhor encara as mudanças previstas para o Código Florestal?
Carlos Nobre – Esta questão de áreas afetadas pelo processo de desertificação no Rio Grande do Sul é muito interessante. Não sou um especialista no assunto, mas acho que isso é um misto de processos naturais com o uso da terra e da cobertura vegetal. O solo fica muito exposto ao vento e, principalmente, aos fluxos de água, e acaba gerando moçorocas e processos de desertificação em alguns pontos. De fato, nos últimos dez anos, o clima no sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul, tornou-se mais variável, com períodos de secas intensas próximas a períodos de chuva. Um clima mais variável em uma região onde o clima geralmente é mais estável sempre motiva muitas coisas, mas não podemos afirmar cientificamente que esse aumento da variabilidade do clima no Rio Grande do Sul é provocado pelo aquecimento global. Ainda não temos como apontar isso definitivamente, mas é lógico que qualquer mudança no regime climático, observado por dez, vinte anos, chama atenção e a comunidade científica tem, portanto, obrigação de buscar uma explicação, se é um fenômeno natural ou se tem algo a ver com o aquecimento global.
IHU On-Line – Existem outros lugares no país que tenham indícios de desertificação?
Carlos Nobre – O lugar onde mais existem indícios de desertificação é no Piauí, na parte do semiárido do Piauí. Existe uma cidade chamada Gilbué que tem uma paisagem lunar, a maior área desertificada do Brasil.
IHU On-Line – No estudo, o senhor diz que o risco de colapso da floresta é maior no leste e sul da Amazônia, região que corresponde ao Pará e Maranhão. Pode nos falar sobre a situação atual destas regiões? Que aspectos indicam que elas serão mais afetadas?
Carlos Nobre – É o fato de que, nessas regiões, a estação seca é mais longa do que no oeste e no centro da Amazônia, onde dura de dois a três meses. Já no leste e no sul, essa estação seca dura de quatro a cinco meses. Então, por isso, se o clima fica mais seco, seja por aquecimento global ou por desmatamento, a região passa a ter um regime de chuva e seca muito parecido com o do cerrado do Brasil central. O clima seria mais favorável ao cerrado do que à floresta. A floresta precisa ter água no solo e umidade o tempo todo. E se é um clima muito sazonal, como é no Brasil central, a vegetação que aparece lá é de cerrados ou savanas tropicais. O leste e o sul da Amazônia são cobertos por florestas, mas tem um clima um pouco mais sazonal. Essa é a razão dessa região ser mais sensível às mudanças climáticas e ao desmatamento.
IHU On-Line – Que impactos esses problemas ambientais da Amazônia podem causar em outras regiões do país?
Carlos Nobre – Não sabemos ao certo. Temos estudado o impacto da Amazônia nas chuvas do sul, por exemplo, no Rio Grande do Sul, nordeste da Argentina, Uruguai e Paraguai. Uma boa parte do vapor da água que participa dos processos de formação de chuva nesta região sudeste da América do Sul circulou pela Amazônia. Veio do oceano Atlântico, entrou pela Amazônia, virou chuva, choveu, caiu no solo, evaporou e choveu novamente. É um vapor d’água com muita milhagem, andou muito na Amazônia. A pergunta que se faz é: se mudar o clima na Amazônia, será que o vapor d’água, que hoje passa por ela e alimenta chuvas, principalmente no sul do Brasil, vai continuar o mesmo? Não sabemos, mas é uma questão importante, principalmente para as chuvas de inverno. Nas chuvas de verão, as fontes de vapor d’água são de muitos locais, mas as chuvas de inverno, no sul do Brasil, recebem uma alimentação muito grande desse vapor que passa pela Amazônia. Não temos uma resposta definitiva, mas pode haver um efeito principalmente nas chuvas de inverno no sul do Brasil, com mudanças profundas na agricultura, na ecologia e nos biomas. (Envolverde/IHU-OnLine) |
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Aprovados incentivos para agricultura em área de fronteira na Amazônia |
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Escrito por Rede Ambiental
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Qua, 03 de Março de 2010 23:09 |
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Aprovados incentivos para agricultura em área de fronteira na Amazônia Por Gorette Brandão e Valéria Ribeiro, Agência Senado
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (3), projeto que prevê a instituição do Programa Fronteira Agrícola Norte, com o objetivo de orientar o desenvolvimento agroindustrial em áreas de fronteira na Amazônia. Pelo texto (PLS 153/02), sugerido pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o programa abrangerá municípios localizados ao longo das fronteiras com a Guiana Francesa, o Suriname, a República da Guiana, a Venezuela, a Colômbia, o Peru e a Bolívia.
O projeto indica um conjunto de áreas para aplicação prioritária de recursos, a começar pela instalação de microempresas rurais e ações de desenvolvimento sustentável das comunidades extrativistas e de consolidação da infraestrutura dos assentamentos rurais.
A intenção é também favorecer a realização de obras de infraestrutura nos setores de transportes e de recursos energéticos, assim como ações de defesa sanitária vegetal e animal e de proteção do meio ambiente e gerenciamento dos recursos públicos. O projeto cita ainda a criação de núcleos de pesquisa científica e tecnológica e iniciativas para a transformação e a agroindustrialização de produtos agropecuários e florestais.
O relatório foi apresentado pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), como substituta de Arthur Virgílio (PSDB-AM). Foi acolhida uma emenda de relator para autorizar o Executivo a celebrar convênios com os estados e municípios com a finalidade de executar as ações do programa.
No projeto, o autor relaciona os órgãos que serão responsáveis pela gerência do programa na área federal: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Agência de Desenvolvimento da Amazônia e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
A matéria já havia sido acolhida na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) antes de chegar à CCJ. Agora, será examinada pelas Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Assuntos Econômicos (CAE), recebendo nesta última decisão terminativa. (Envolverde/Agência Senado) |
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