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Pesquisa analisa pecuária na Amazônia |
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Escrito por Rede Ambiental
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Dom, 15 de Agosto de 2010 11:20 |
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Pesquisa analisa pecuária na Amazônia Por Fábio de Castro, da Agência Fapesp
Agência FAPESP – O incessante aumento do consumo de carne bovina no mundo contribuiu para que a pecuária assumisse um papel central na economia da Amazônia, com impactos ambientais negativos. Em determinadas regiões, a exploração de produtos alternativos poderia atrair os produtores para outras atividades, limitando a criação de gado e reduzindo a pressão sobre a floresta. Mas as políticas públicas de valorização dos produtos amazônicos têm sido insuficientes e as pastagens seguem ganhando terreno.
Essas são algumas das conclusões de um estudo de caso realizado na região de Xapuri, no Acre, por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP). Relacionando dados sobre desnutrição, consumo de carne bovina e desmatamento para criação de pastagens, o trabalho teve o objetivo de avaliar as motivações da crescente pecuarização em território acriano.
A pesquisa, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, foi coordenada pela professora Helena Ribeiro, do Departamento de Saúde Ambiental da FSP-USP. O estudo também correspondeu à dissertação de mestrado de Gabriela Bordini Prado, sob orientação de Helena.
A literatura científica mostra que vastas áreas da Amazônia foram ocupadas por pastagens nas últimas décadas. Atualmente, segundo Helena, cerca de 40% do abate bovino no Brasil – maior exportador mundial de carne – é proveniente da região amazônica.
“Nosso objetivo foi compreender a dinâmica da produção de gado na região. O consumo de carne vem crescendo aceleradamente no Brasil e no mundo e está associado ao aumento de doenças como a obesidade e o câncer colorretal. Por outro lado, é apontado também como um importante fator de desmatamento na Amazônia”, disse à Agência FAPESP.
Além de dados da literatura internacional sobre o desmatamento na Amazônia, o estudo utilizou como base informações sobre desnutrição, consumo de carne e produção de alimentos no mundo do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
“Em paralelo à pesquisa sobre dados indiretos, fizemos um amplo trabalho de campo na reserva extrativista Chico Mendes, na região de Xapuri. Um dos dados que verificamos é que nas próprias reservas extrativistas, originalmente criadas para a exploração de recursos naturais das florestas, o avanço da criação de gado é visível. O trabalho de campo permitiu compreender essa dinâmica”, disse.
Segundo a professora da FSP-USP, o consumo de carne, em ascensão, gera um mercado cada vez mais robusto e impulsiona o valor da mercadoria. No entanto, como alternativa alimentar, o consumo de carne é altamente ineficiente, aponta.
“Um hectare de terra utilizada para a pecuária produz 34 quilos de carne. Na mesma área é possível produzir 6.500 quilos de milho, ou 3.800 quilos de feijão. Assim, uma região de pastagens poderia alimentar uma parcela maior da população, sem necessidade de desmatamento e ocupação de novas terras. Além disso, a dieta baseada em cereais diminuiria os impactos na saúde”, afirmou.
Já na década de 1970 grupos ambientalistas argumentavam que era preciso favorecer alternativas ao consumo de carne. Grande parte da literatura científica sobre o tema foi produzida naquela época, nos Estados Unidos. “Retomamos essa reflexão. Hoje, sabemos que quando se fala em coibir o desmatamento da Amazônia é preciso criar alternativas econômicas à pecuária”, afirmou.
Nas entrevistas realizadas no Acre, no entanto, verificou-se que a ocupação do território pela pecuária, tanto por grandes como pequenos produtores, é uma forma de acomodação de capital e reserva monetária.
“Muitos dos entrevistados trabalhavam originalmente com atividades extrativistas. Mas a queda no preço de produtos como a borracha, por exemplo, levou essas pessoas a optar pela criação de cabeças de gado”, disse Helena.
O governo criou, em Xapuri, uma fábrica de preservativos com o objetivo de absorver a produção dos seringais locais. No entanto, a medida não foi suficiente para incentivar a atividade, já que o preço da carne era mais atraente.
“A região também produz castanha-do-brasil. Inicialmente, a atividade atraiu muita gente, mas não foram estabelecidas políticas públicas para criar um mercado. Assim, o aumento da oferta derrubou o preço da castanha e a cooperativa que existia na região acabou fechando. Os produtores também foram atraídos pela atividade pecuária”, explicou.
Reserva de valor
A tradição pecuarista na região teve início na década de 1970, durante a ditadura militar, que incentivou a atividade como forma de ocupação das fronteiras. Essa política atraiu para a região muitos paulistas e paranaenses que se dedicaram à atividade pecuária.
“Usada como forma de ocupação geopolítica, a pecuária se tornou uma tradição. O governo criou fundos de investimentos que incentivavam essa atividade, atraindo frigoríficos do Sudeste. O processo de pecuarização continuou nas décadas seguintes. Entre 1998 e 2004, no Acre, o rebanho bovino passou de 900 mil cabeças para 2,5 milhões de cabeças”, disse.
Para os pequenos produtores, a criação de gado representa uma reserva de valor. “Cada vez que juntam um pouco de dinheiro, eles compram uma cabeça de gado. Quando há necessidade, eles vendem essa reserva. O plano da reserva extrativista permite que se tenha até 30 cabeças de gado por colocação. Mas vimos colocações com até 600 cabeças. Aos poucos, essa atividade vai avançando sobre a floresta”, disse Helena.
As políticas públicas para valorização dos produtos amazônicos, que poderiam reverter esse quadro, são incipientes, afirma. “Há uma série de alternativas, mas a criação de gado acaba se impondo. Um dos aspectos apurados pela pesquisa é a facilidade encontrada pelo pequeno produtor para escoar a produção de carne. Os frigoríficos buscam a mercadoria quando eles querem vender. No caso da castanha, da madeira e da borracha, ao contrário, é preciso se deslocar até a cidade para vender os produtos”, afirmou.
Helena explica que, de acordo com a FAO, o mundo produz mais calorias que o necessário para alimentar todos os habitantes do planeta. Ainda assim, pelo menos 850 milhões de pessoas sofrem com a fome. “Mesmo na Amazônia, a maior parte da carne produzida não é utilizada para alimentar a população local, mas enviada ao Sudeste ou exportada”, disse.
Os dados da FAO mostram, segundo ela, que o planeta produz, em grãos, cerca de 7 quadrilhões de calorias, o que excede em 1,5 quadrilhão a quantidade total de calorias necessária para alimentar todos os habitantes da Terra.
Esse excedente de grãos é utilizado para alimentar o gado, incentivando a produção de carne. “O problema é que a perda da substituição de grãos pela carne é muito grande: para produzir uma quilocaloria de carne é preciso alimentar o gado com 17 quilocalorias de grãos”, disse. (Envolverde/Agência Fapesp) |
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Escrito por Rede Ambiental
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Dom, 15 de Agosto de 2010 11:17 |
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Tão longe, tão perto Por Alexandre Le Voci Sayad, do Aprendiz
Para um estudante que mora em cidade grande, compreender a informação que o desmatamento na Amazônia caiu pela metade em 2010, mas mesmo assim foi derrubada uma área do tamanho da cidade de São Paulo (SP), pode ser tão complexo quanto a leitura de um livro de Nicolai Gogol em russo original.
As desconexão com a realidade do estudante, suas preocupações e anseios, dilui a compreensão da informação. A metáfora pode até ser forte, mas fora de contexto. A educação formal até bem pouco tempo atrás insistia em jogar sua incompetência nas costas do estudante – hoje é evidente o anacronismo do modelo escolar.
A ecologia – quando resumida à burocracia do giz e lousa – torna-se um exemplo icônico desse descompasso entre vida e estudo. Foi preciso um bom comunicador, no caso o norte-americano Al Gore, para que o tema entrasse na pauta da sociedade com a força merecida.
Foi tentando estreitar essa relação do jovem urbano com a floresta e a preservação ambiental que os educadores Edson Grandisoli e Silvio Marchini resolveram montar uma escola no meio da floresta. A Escola da Amazônia é a ponta de uma fundação que preserva uma área do tamanho de Manhattan, em Alta Floresta (MT).
Anualmente vinte jovens do ensino médio de São Paulo reservam suas férias para aprender – numa rotina de estudos bem puxada – no meio da mata. Trilhas, coletas de informação e aulas in loco dão subsídios para que cada um deles desenvolva, em uma semana, uma pesquisa científica completa sobre algum aspecto daquele ecossistema. Para completar, produzem comunicação para um blog especial.
A atmosfera da Escola da Amazônia é infantil, no melhor dos sentidos. Cada estudante redescobre o que significa uma Floresta Amazônica e não o que dizem que ela significa. Há encantamento. O ápice da experiência é a troca de conhecimento com estudantes das comunidades locais – um encontro de duas culturas completamente complementares.
O principal mérito do projeto é que a educação é “ vivida” para ser compreendida – como as crianças nos primeiros anos de vida que realizam descobertas experimentando e vivenciando. Até um urbanóide mais velho, como eu, conseguiu perceber melhor que a floresta está presente, de alguma maneira, na selva de concreto – a experiência fornece instrumentos para se fazer essa conexão de significado.
Para o ensino médio, o Enem, que embora tenha perdido prestígio no ano passado, tem o mérito garantir uma medida “ não-bancária” da informação compreendida pelo aluno – na forma da contextualização da informação, as habilidades e competências.
O fato é que a Floresta Amazônica não tem significado por si só. Nem Nicolai Gogol, o escritor russo. O papel da educação é fazer compreender que sem a floresta, pode não haver vida na cidade; e que “O Inspetor Geral” , obra de Gogol, é um dos retratos mais atuais da comédia da vida política.
Para saber mais: http://www.escoladaamazonia.org |
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Brasil e Estados Unidos assinam acordo que converte dívida em proteção ambiental |
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Escrito por Rede Ambiental
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Dom, 15 de Agosto de 2010 11:19 |
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Brasil e Estados Unidos assinam acordo que converte dívida em proteção ambiental Por Maiesse Gramacho, do MMA
Os cerca de US$ 21 milhões serão destinados a um fundo e, posteriormente, a projetos de conservação na Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Segundo a ministra Izabella Teixeira, o primeiro desembolso deve ocorrer em outubro.
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta quinta-feira (12), em Brasília, acordo para reduzir pagamentos de uma dívida brasileira com os EUA no valor aproximado de US$ 21 milhões ao longo dos próximos cinco anos. Em troca do pagamento da dívida, o governo brasileiro se compromete a destinar recursos para projetos de conservação nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.
"Essa iniciativa representa um salto qualitativo. É mais um instrumento que fortalece a cooperação bilateral, amplia a participação de atores e a oferta de recursos", avaliou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O documento foi assinado pela procuradora da Fazenda Nacional, Fabíola Saldanha, e pela Encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Lisa Kubiske, que substituiu o embaixador Thomas Shannon no evento.
O acordo entre os dois países tornou-se possível graças ao Tropical Forest Conservation Act (TFCA), também conhecido como Lei para a Conservação de Florestas Tropicais, promulgada pelos EUA em 1998. Recursos oferecidos por meio do TFCA vêm dando apoio a iniciativas como conservação de áreas protegidas, manejo de recursos naturais e apoio ao desenvolvimento de atividades sustentáveis de subsistência para comunidades silvestres.
Este é o primeiro acordo do tipo entre EUA e Brasil, mas o 16º assinado pelos Estados Unidos. Já foram assinados acordos com Bangladesh, Belize, Botsuana, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Indonésia, Jamaica, Panamá (dois acordos), Paraguai, Peru (dois acordos) e Filipinas. A expectativa é de que esse mecanismo gere mais de US$ 239 milhões para proteger florestas tropicais em todo o mundo.
Dívida - A dívida que será convertida em proteção ao meio ambiente foi contraída pelo Brasil por volta dos anos 1960. De acordo com Izabella Teixeira, o País vinha cumprindo o cronograma de pagamento, e já teria pagado mais de US$ 100 milhões. A credora é a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (United States Agency for International Development - USAID).
Agora, os cerca de US$ 21 milhões restantes serão destinados a um fundo e, posteriormente, a projetos de conservação na Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Segundo a ministra, o primeiro desembolso ocorrerá em outubro e será de aproximadamente US$ 7 milhões.
O embaixador Luis Alberto Figueiredo, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Itamaraty, que também participou da cerimônia de assinatura do acordo, explicou que os pagamentos e a aplicação dos recursos serão geridos por um comitê a ser criado. "Serão nove membros, entre eles um representante da USAID", disse.
Para Lisa Kubiske, da Embaixada Americana, assinar o acordo com o Brasil "é um prazer". "Ele representa vários anos de trabalho e, em teoria, é simples. Mas na verdade é complexo, porque se trata de um compromisso financeiro entre os dois países", avaliou.
A representante estadunidense ressaltou o interesse de seu país em contribuir para a preservação da Mata Atlântica, do Cerrado e da Caatinga. "Os três biomas são áreas que necessitam de mais recursos", considerou.
De acordo com a ministra Izabella, a Floresta Amazônica não foi incluída no acordo por já possuir o Fundo Amazônia e outras fontes de captação de recursos.
Foto
Legenda: Brasil e Estados Unidos assinam acordo que converte dívida em proteção ambiental
Crédito: Jefferson Rudy/MMA (Envolverde/MMA) |
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Torres de observação darão dados mais completos sobre a função da floresta Amazônica |
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Escrito por Rede Ambiental
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Dom, 15 de Agosto de 2010 11:16 |
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Torres de observação darão dados mais completos sobre a função da floresta Amazônica Por Josiane Santos, do Inpa
As torres, instalados no Amazonas, vão monitorar áreas com mais de mil quilômetros quadrados. O ATTO é baseado em um modelo similar existente na Sibéria (Rússia), com um orçamento de 8,4 milhões de euros, compartilhado entre Brasil e Alemanha.
O processo de formação das nuvens e consequentemente o regime de chuvas recebem influência das trocas gasosas entre atmosfera e a floresta (biosfera) através dos aerossóis (partículas suspensas na atmosfera de origem anorgânica ou orgânica, por processos naturais, porém sofrendo alterações das ações humanas). Com a finalidade de compreender e modelar essas trocas gasosas que ocorrem na camada atmosférica, o Observatório Amazônico de Torre Alta (ATTO) está sendo construído, com previsão de funcionamento para o próximo ano.
O ATTO será uma torre com 320 metros, a primeira desse tipo na América do Sul, instalada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã, interior do Amazonas. É um projeto bilateral entre Brasil, representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA); e Alemanha, através do Instituto Max Planck de Química.
O planejamento do ATTO iniciou em 2007 e foi apresentado ao público na 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorreu ano passado em Manaus. Atualmente, o ATTO está em fase de implementação e demanda uma enorme logística como instalação de laboratórios, moradias, sistema de energia e meios de acesso ao local.
Maior abrangência
O ATTO funcionará 24 horas por dia no período de 20 a 30 anos. Segundo o pesquisador Jochen Schöngart do Max Planck, o ATTO além de atingir uma maior área, diferente das torres pequenas do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), fornecerá dados mais confiáveis sobre os serviços ambientais prestados pela floresta Amazônica e sua interação com a atmosfera.
“A vantagem dessa torre grande é o alcance na camada limite atmosférica, com isso vai obter um sinal muito estável, não sofrerá tanto as variações de dia e noite. O problema dessas pequenas torres é essa variação de dia e noite. À noite as turbulências na floresta são muito baixas, o gás carbônico não é mais visível no fluxo vertical”, explica Schöngart.
De acordo com o coordenador do projeto pelo lado alemão, Jürgen Kesselmeier, o ATTO vai criar um vínculo entre os dados obtidos na terra e observações obtidas através de sensores nos satélites, além de um monitoramento por décadas.
Projeto complementar
Outro projeto complementar ao ATTO é o Claire, que fornecerá informações sobre o processo de oxigenação dos radicais na atmosfera. O Claire vai trabalhar com duas ou três torres, com alturas de 60 a 80 metros, localizado na mesma área do ATTO.
As medições dos gases serão em tempo real. Um das torres terá um elevador anexado, com um laboratório completo, que se moverá 24 horas verticalmente, com a velocidade aproximada de 2 a 4 metros por minuto.
O coordenador Kesselmeier compara os radicais como “detergente da atmosfera”, responsável pela limpeza da atmosfera. Kesselmeier cita o exemplo do radical hidróxido, que pode afetar o metano. São gases que limpam a atmosférica.
O pesquisador Schöngart explica a importância dessas torres para entendimento dos fenômenos climáticos na região. “Toda a massa de ar que estão em processo de troca entre a floresta e atmosfera, os ventos trazem para essa torre e os sensores medem a concentração e o fluxo, com isso vamos obter dados mais robustos sobre a função da floresta Amazônica, em termo de armazenar carbono, ‘sequestrar carbono da atmosfera’, formação de nuvens e o impacto no clima da região. Previsão de funcionamento do projeto de 20 até 30 anos. As mudanças que ocorrerem nesse período serão visíveis, durante o monitoramento”, explica Schöngart.
Os pesquisadores destacam a principal contribuição dos projetos para o Brasil. “Tanto o projeto Claire e o ATTO vão ter uma contribuição muito importante para treinar e formar recursos humanos entre doutores, mestres, técnicos e engenheiros através dos cursos de pós-graduação do Inpa e de outras Instituições brasileira e estrangeira e também, pela troca de estudantes entre Brasil e outros países. Será uma ferramenta importante para capacitar jovens que futuramente continuarão estudando e darão seguimento ao projeto”, concluem. (Envolverde/Inpa) |
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