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Rede Ambiental
Brasil e EUA assinam acordo para converter dívida em proteção a florestas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Dom, 15 de Agosto de 2010 11:14
Brasil e EUA assinam acordo para converter dívida em proteção a florestas

Por Redação MMA

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinam nesta quinta-feira, 12 de agosto, acordo para reduzir pagamentos de uma dívida brasileira com os EUA no valor aproximado de US$ 21 milhões ao longo dos próximos cinco anos. Em troca, o governo do Brasil se compromete a destinar esses recursos para programas de conservação nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

O acordo entre os dois países tornou-se possível graças ao Tropical Forest Conservation Act (TFCA) dos EUA, a Lei para a Conservação de Florestas Tropicais, de 1998. Recursos oferecidos por intermédio do TFCA vêm dando apoio a iniciativas como a conservação de áreas protegidas, o manejo de recursos naturais e o apoio ao desenvolvimento de atividades sustentáveis de subsistência para comunidades silvestres.

Este é o primeiro acordo do tipo entre EUA e Brasil, e o 16º acordo TFCA assinado pelos Estados Unidos. Já foram assinados acordos com Bangladesh, Belize, Botsuana, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Indonésia, Jamaica, Panamá (dois acordos), Paraguai, Peru (dois acordos) e Filipinas.  A expectativa é de que esse mecanismo gere mais de US$ 239 milhões para proteger florestas tropicais.

Os recursos originados a partir do acordo para trocar a dívida por ações de conservação ajudarão o Brasil a proteger a Mata Atlântica e as florestas tropicais e matas ciliares do Cerrado e da Caatinga. Esses biomas fazem do País o maior em biodiversidade no mundo.

Coletiva

Após a assinatura do acordo, às 11h30, no mesmo local, os representantes dos dois governos falam à imprensa. Pelo Brasil, falam a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira e o embaixador chefe do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Itamaraty Luis Alberto Figueiredo. Representando os Estados Unidos, Lisa Kubiske, ministra conselheira da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que substitui o embaixador Thomas Shannon no evento.


Quando: quinta-feira, 12 de agosto, às 11h

Onde: Sala Multimídia, 5º andar, Ministério do Meio Ambiente, Bloco B, Esplanada dos Ministérios, Brasília-DF

 


(Envolverde/MMA)

 

 
Desmatamento na Amazônia cai, mas dados não são conclusivos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Dom, 15 de Agosto de 2010 11:12
Desmatamento na Amazônia cai, mas dados não são conclusivos

Por Bruno Taitson, do WWF

O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira, 9 de agosto, uma queda de 49% na estimativa de desmatamento acumulado na Amazônia entre agosto de 2008 e julho de 2009, no comparativo com o período anterior. Os números são positivos, mas revelam uma situação preocupante: o crescimento nos desmates realizados em pequenas propriedades.

O índice foi apurado pelo sistema Deter, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (Inpe), que tem como função principal alertar as autoridades com rapidez  para focos de desmatamento na região. Trata-se de um indicador menos preciso que o do Prodes, também do Inpe, que deve ser divulgado nos próximos meses.

Para Cláudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil, a estimativa apresentada é positiva e se deve, principalmente, à efetividade das políticas de fiscalização em áreas de maior extensão. "Porém, há um preocupante aumento do desmatamento em áreas menores, que ainda não foi mensurado. Os números apresentados pelo governo não são conclusivos, apenas indicam uma tendência de queda", afirma.

Cláudio Maretti destaca ainda que é preciso questionar se, de fato, estão colocadas as condições estruturais para uma redução continuada do desmatamento. "De um lado, temos importantes políticas de controle e fiscalização, de criação e implementação de áreas protegidas e de promoção do uso sustentável. Por outro, há licenciamentos para obras de infraestrutura feitos de forma apressada e a possibilidade de modificação no Código Florestal, o que acaba funcionando como um estímulo ao desmatamento e à ocupação desordenada na Amazônia", concluiu.
 
Um ponto que chama atenção é o fato de o levantamento feito pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) ter apontado, ao contrário dos números do governo, um leve aumento nos desmatamentos na Amazônia.

O Brasil assumiu, na conferência do Clima em Copenhague, em 2009, importantes metas de redução de desmatamento. Porém, são compromissos voluntários, cujo cumprimento não é obrigatório. "Não pode haver conivência com o desmatamento, sob a forma de anistias e de projetos que flexibilizem o Código Florestal. Isso torna quase nula a possibilidade de alcançarmos o desmatamento zero. O Brasil deve cumprir as metas assumidas nas convenções de Clima e de Biodiversidade e defender seu maior patrimônio: a natureza, para promover um desenvolvimento que seja sustentável e uma economia verde", avaliou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.

Foto

Legenda:
Maretti: "há um preocupante aumento do desmatamento em áreas menores, que ainda não foi mensurado".

Crédito: WWF-Brasil/Bruno Taitson

 


(Envolverde/WWF-Brasil)
 
Amazônia perde 243 km² de floresta e desmatamento mantém tendência de queda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Ter, 10 de Agosto de 2010 10:52
Amazônia perde 243 km² de floresta e desmatamento mantém tendência de queda

Por Luana Lourenço , da Agência Brasil

Brasília - Em junho de 2010, a Amazônia perdeu 243,7 quilômetros quadrados (km²) de floresta, devastação 58% menor que a registrada no mesmo mês do ano passado. Os dados, divulgados hoje (9), são do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Faltando um mês para fechar o calendário oficial do desmatamento (agosto de um ano a julho de outro), os números do Deter confirmam a tendência de queda que vem sem apontada pelo governo há alguns meses. No acumulado de agosto de 2009 a junho de 2010, a área desmatada foi de 1.808 km². A soma é 49% menor que a registrada no período anterior (agosto de 2008 a junho de 2009), quando o Inpe verificou 3.536 km² a menos de floresta na região.

Os números do desmatamento mês a mês são calculados pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora áreas maiores do que 25 hectares e serve para direcionar a fiscalização ambiental.

A taxa anual de desmate é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Apesar da metodologia diferente, a avaliação do Deter costuma antecipar os resultados do Prodes.

Os dados do Prodes só devem ser apresentados em novembro. Se a tendência de queda se confirmar, o governo pode chegar a um novo recorde de queda do desmatamento. Em 2009, a taxa anual de desmate calculada pelo Inpe foi de 7,4 mil km², a menor registrada em 20 anos de monitoramento.


Edição: Lílian Beraldo

 


(Envolverde/Agência Brasil)

 

 
Tendência de queda do desmatamento na Amazônia só pode ser confirmada com dados do Prodes PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Ter, 10 de Agosto de 2010 10:53
Tendência de queda do desmatamento na Amazônia só pode ser confirmada com dados do Prodes

Por Luana Lourenço , da Agência Brasil

Brasília - Apesar da tendência de queda de 49% do desmatamento na Amazônia, apontada até agora pelo sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), só será possível avaliar a magnitude da redução com os dados de outro sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que calcula a taxa anual consolidada. O levantamento deve ser divulgado em novembro.

“O Inpe não está afirmando que o desmatamento vai cair 50%. Além do problema da cobertura de nuvens, existe o problema dos pequenos desmatamentos”, disse hoje (9) o diretor do instituto, Gilberto Câmara.

O Deter, que fornece alertas mensais para a fiscalização, só consegue enxergar registrar derrubadas maiores do que 25 hectares, que representam 40% dos desmatamentos atuais. “Cada vez mais os desmatamentos são pequenos. Essas áreas menores do que 25 hectares, os chamados puxadinhos, são as mais difíceis de detectar”, acrescentou Câmara.

Dados do Inpe mostram que o desmate está cada vez menos concentrado no chamado Arco do Desmatamento e tem se espalhado pela Amazônia em pequenas derrubadas. Atualmente, os desmates maiores do que mil hectares representam cerca de 10% do total verificado pelos satélites. Já as derrubadas de áreas menores do que 25 hectares correspondem a 60%.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo está alterando a estratégia de fiscalização do governo para acompanhar essa mudança do perfil das derrubadas na Amazônia.

“A fiscalização também está focada nesses puxadinhos. Mudou o desafio, estamos trabalhando cada vez mais nas pequenas propriedades, o que só aparece quando temos o dado consolidado”, disse.

Apesar das diferenças de metodologia entre o Deter e o Prodes, a ministra acredita que a tendência de queda do desmatamento será confirmada. “O resultado acumulado [no Deter] é muito bom. Foi como no ano passado, divulgamos mensalmente a tendência de queda com o Deter e, no fim do ano, o Prodes deu a menor taxa de desmatamento dos últimos 20 anos.”

O ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, arriscou um palpite e disse que a taxa anual de desmatamento poderá ficar em torno de 5 mil quilômetros quadrados (km²) ou 5,5 mil km² este ano. Em 2009, o desmate medido pelo Inpe foi de 7,4 mil km², a menor registrada em 20 anos de monitoramento.

Gilberto Câmara, do Inpe, anunciou a operação de dois novos satélites para ampliar o monitoramento da floresta. Em 2011, o instituto vai lançar o Cbers-3 e em 2012, o Amazônia-1. “Os satélites vão melhorar capacidade de observação, tanto para o Deter quanto para o Prodes”, explicou o diretor do instituto.

Edição: Juliana Andrade

 


(Envolverde/Agência Brasil)

 

 
Inpa realiza palestra sobre raízes florestais da Amazônia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Ter, 10 de Agosto de 2010 10:51
Inpa realiza palestra sobre raízes florestais da Amazônia

Por Josiane Santos, do Inpa

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), através do Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), realiza a palestra “O papel funcional de raízes em florestas de terra firme na Amazônia Central”. A palestra será ministrada pelo professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Rafael Silva Oliveira.

Oliveira é pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e possui experiências na área de Ecologia Vegetal, principalmente, nas áreas de isótopos estáveis, ecologia funcional de plantas (amazônia, cerrado, mata atlântica), balanço hídrico, interações biosfera-atmosfera, e  editor da revista Plant and Soil.


 

A palestra acontece nesta sexta-feira (6), as 17h, na sala de aula do BADPI, localizada no campus II do Inpa, na Avenida André Araújo, 2936, Aleixo.


 

 


(Envolverde/Inpa)

 

 
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