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Amazônia, estradas da última fronteira |
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Escrito por Rede Ambiental
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Seg, 02 de Agosto de 2010 09:06 |
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Amazônia, estradas da última fronteira
O Museu Histórico do Estado do Pará abre as portas no próximo dia 5 de agosto para uma das mais ricas e atraentes exposições de fotografias já produzidas até hoje sobre a Amazônia, no Brasil e no exterior: ‘Amazônia, estradas da última fronteira’. O autor é o repórter fotográfico Paulo Santos, um dos mais experientes profissionais do setor hoje em atuação no país.
A exposição, um dos eventos que integra o projeto que prevê o lançamento de livros é uma forma do autor, testemunha e observador privilegiado das transformações sofridas pela Amazônia ao longo das três últimas décadas, expressar, com imagens e palavras, as díspares realidades que caracterizam e caracterizaram a região em variadas dimensões de tempo e em diferentes contextos.
Segundo Santos, o projeto começou a ser pensado há mais ou menos quatro anos. A concepção original era fazer uma retrospectiva dos seus vinte e cinco anos de carreira fotográfica. O trabalho de seleção de imagens, de curadoria, de definição de temas, tudo isso aliado às exaustivas providências de natureza material necessárias para viabilizar um projeto de tamanha envergadura, porém, acabou por lhe tomar mais tempo do que ele em princípio esperava.
O resultado, segundo o autor, foi que o projeto acabou também, com o tempo, passando por ajustes e tomando novos rumos. O que seria uma simples mostra de fotografias, restrita unicamente a um determinado período de tempo - 25 anos -, ganhou o status de exposição com caráter permanente, abarcando um espaço maior de tempo (cerca de trinta anos) - e, o que é mais importante, com organização na forma de documentário.
Rever e selecionar integralmente todo o seu acervo, constituído ao longo de quase três décadas, não foi um trabalho fácil. “Prazeroso sim, mas nem um pouco fácil”, diz Santos. Nessa tarefa, ele teve que se debruçar sobre perto de 700 mil imagens, o conjunto que integra o seu patrimônio iconográfico. Delas, cerca de 700 foram selecionadas para ilustrar a coletânea de livros.
O repórter fotográfico identifica e destaca três aspectos distintos do trabalho jornalístico que lhe permitiu, em diferentes momentos históricos, perpetuar a realidade cambiante da Amazônia, região em que nasceu - natural que é de Belém do Pará - e que conhece como poucos, já que mantém com ela uma relação simbiótica. O fruto desse trabalho está expresso em fotografias que ganharam o mundo, veiculadas que foram em diversos dos mais prestigiosos órgãos de imprensa regionais, nacionais e internacionais.
Esses aspectos estão presentes em imagens tanto na exposição quanto na coleção de livros que integram o projeto e que serão lançados este ano. Um deles dá conteúdo ao primeiro dos três volumes - por isso batizado com o título “Povos da mata”.
No segundo volume, batizado como “Estradas da última fronteira”, título sugestivo que deu nome também à coleção, está retratado o caótico e quase sempre conflituoso processo ainda em curso de ocupação da Amazônia, como síntese de um processo predatório de desenvolvimento.
O terceiro volume da coleção, tendo como título “O grande projeto”, busca interpretar, através de imagens, o modelo de desenvolvimento planejado para a Amazônia pelo regime militar a partir da década de 1970. Ele documenta as grandes obras de infraestrutura, os programas de ocupação humana e os megraprojetos de indução do desenvolvimento.
Serviço
Exposição de Fotografias
Abertura - dia 05 de agosto de 2010. Local - Museu Histórico do Estado do Pará Acervo - aproximadamente 250 imagens Curadoria - Marisa Mokarzel Legendas - Edson Coelho
FOTO Crédito: Paulo Santos (Envolverde/Mercado Ético) |
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Quando a tendência vira fato |
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Escrito por Rede Ambiental
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Seg, 02 de Agosto de 2010 09:03 |
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Quando a tendência vira fato Por Redação Greenpeace
Governo anuncia queda no desmatamento da Amazônia antes de fechar análise anual. Ainda que o corte raso diminua, extração de madeira se mantém.
No fim da última semana, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chamou a imprensa para divulgar "dados parciais" da taxa de desmatamento na Amazônia. Com números do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), ela afirmou que, entre agosto de 2009 e maio de 2010, o desmatamento na região caiu 47% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na festa propagada pelo governo, no entanto, pouca voz foi dada a quem entende de monitoramento. Dalton Valeriano, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, foi categórico no jornal "Folha de S.Paulo": "Afirmar que o país está desmatando menos ainda é mera especulação".
Valeriano se refere à imprecisão do Deter em medir o tamanho das áreas devastadas. Criado em 2004 pelo Inpe, o sistema veio com o objetivo de, mensalmente, alertar os órgãos de fiscalização quando algo estivesse errado pela floresta. Usando imagens de satélite, o sensor Modis é capaz de "enxergar" cortes rasos e processos de degradação por extração de madeira, mas somente em áreas maiores que 25 hectares. As derrubadas menores que isso ficam de fora. O que não é pouca coisa. De acordo com o próprio pesquisador, hoje os desmatamentos menores representam 60% de toda a devastação.
"Quando o governo começou a usar o Deter e a mandar equipes de fiscalização para os locais que estavam sendo desmatados, os grandes desmatadores entenderam a lógica. Agora, em vez de desmatar uma extensão enorme, eles desmatam várias áreas menores, para que o Deter não pegue", explica André Muggiati, da Campanha da Amazônia do Greenpeace, acrescentando que a imprecisão também ocorre por conta das nuvens: quando o céu está coberto – o que não é incomum na região – nem todas as áreas são identificadas. "Qualquer dado que se refira à área desmatada é equivocado se for gerado por esse sistema. O Deter não foi feito para medir o tamanho do desmatamento".
Dados imprecisos
Por se tratarem de números falhos, o anúncio feito pelo MMA acaba gerando interpretações equivocadas, de que as estatísticas indicam que a agricultura e a pecuária seguem trilhas mais saudáveis, ao mesmo tempo em que a extração predatória de madeira mingua. Ledo engano.
Se o agronegócio está, aos poucos, diminuindo sua pressão sobre a floresta, não se pode falar o mesmo do setor madeireiro. Quem o diz é também o Inpe, com dados do sistema Degrad, criado há dois anos para medir, aí sim, o tamanho de áreas em processo de degradação por extração predatória de madeira.
O gráfico mostra a diferença entre os números do Deter e do Prodes. Os dados de 2010 do Deter ainda não estão completos, e o Prodes ainda não saiu.
Enquanto o desmatamento demonstra queda nos últimos anos, o Degrad mostra que a degradação na floresta seguiu o caminho inverso. Enquanto, em 2007, quase 16 mil quilômetros quadrados foram identificados em estágio de degradação, a taxa subiu para mais de 27 mil km2 no ano seguinte. Os números de 2009, que já deveriam ter ido para a rua, o MMA ainda não soltou.
Para calcular as áreas degradadas, o Inpe utiliza imagens do satélite Landsat, muito mais preciso que o usado pelo Deter. É a partir do que ele aponta que são geradas as taxas anuais de desmatamento na Amazônia. A metodologia adotada para se fazer essa análise ganhou o nome de Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia). Muito mais refinado que o Deter, esse sistema consegue identificar desmatamentos a partir de 6,25 hectares, deixando de fora uma fatia muito menor da devastação.
Para exemplificar a diferença na precisão entre os dois sistemas, não é preciso ir muito longe. Em 2009, o Deter apontou cerca de 4 mil quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia. Pouco tempo depois, saíram os números do Prodes, que havia identificado muito mais: quase 7.500 quilômetros quadrados derrubados. Nesta terça-feira, a ONG Imazon também soltou seus números de monitoramento mensal. Contrapondo os dados do Deter, o instituto afirma que, de agosto de 2009 a junho de 2010 houve, não declínio, mas um aumento de 8% no desmatamento, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Portanto, todo cuidado é pouco na hora de falar de números, ainda mais se tratando de ano eleitoral. "Uma série de fatores levou à tendência de redução do desmatamento nos últimos anos. A moratória da soja e o compromisso público assumido pelos grandes frigoríficos de não comprar mais gado de áreas devastadas influenciaram bastante, assim como as ações de fiscalização", diz Marcio Astrini, da Campanha Amazônia do Greenpeace. "No ano passado, com crise financeira mundial, o que caiu foi a procura pelas commodities. Com menor demanda, os setores que produziam pressionando a floresta diminuíram o ritmo, e isso teve reflexo na queda do desmate."
Tendências à parte, a atenção deve ser redobrada. Julho é quando começa o período de seca e as motosserras são ligadas a todo vapor. Quantas árvores vão cair nos próximos meses, ainda não se sabe. Mas elas têm de entrar na conta antes que qualquer anúncio seja feito.
Foto Legenda: Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente: anunciados precocemente, dados parciais do desmatamento abrem espaço para constrovérsias. Crédito: José Cruz/ABr (Envolverde/Greenpeace) |
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Projetos aprovados pelo Fundo Amazônia dão os primeiros passos |
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Escrito por Rede Ambiental
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Seg, 02 de Agosto de 2010 09:05 |
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Projetos aprovados pelo Fundo Amazônia dão os primeiros passos Por Oswaldo Braga de Souza
Quase dois anos depois de sua criação pelo governo federal, iniciativas financiadas pelo Fundo Amazônia começam a sair do papel. Na semana passada, foi aprovado o sexto projeto, que destinará R$ 16 milhões à Secretaria de Meio Ambiente do Pará para a estruturação de escritórios regionais, qualificação de pessoal e melhorias no sistema de regularização ambiental de propriedades. A demora na análise e aprovação de propostas e, consequentemente, na liberação de recursos tem sido criticada por organizações da sociedade civil que acompanham a implementação do fundo. Todos os seis contratos foram assinados depois de março.
Uma das iniciativas mais adiantadas é o “Sementes do Portal”, que pretende recuperar 1,2 mil hectares com o plantio de sistemas agroflorestais (SAFs), implantar a gestão ambiental e realizar formações de jovens em assentamentos de reforma agrária e comunidades rurais de sete municípios do extremo norte do Mato Grosso. Apesar do contrato ter sido assinado em março, a instituição responsável, o Instituto Ouro Verde (IOV), já realizou oficinas de planejamento e capacitação técnica e um encontro com a rede de coletores de sementes que abastecerá o projeto. Documentos e agenda de atividades estão disponíveis no site do Instituto Ouro Verde. A implantação das primeiras áreas com SAFs começa entre outubro e novembro.
A iniciativa da The Nature Conservancy (TNC), contratada em abril, focou seus esforços até agora na apresentação e discussão de sua proposta nas prefeituras dos doze municípios do sul do Pará e norte do Mato Grosso onde ela será desenvolvida. Nos próximos meses, os debates vão incluir as Câmaras Municipais, sindicatos rurais e associações de classe. O objetivo do projeto é apoiar a gestão ambiental e territorial e mobilizar os proprietários rurais da região para realizar seu cadastro ambiental rural. Estão previstas reuniões de sensibilização com os produtores e a elaboração da base cartográfica georreferenciada das propriedades.
Há ainda outros projetos já em desenvolvimento, mas estes estão recebendo verbas para complementar e dar continuidade a ações que já existiam antes disso, como é o caso do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em execução desde 2002, e do Bolsa Floresta, criado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAZ) em 2007. O projeto do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), também com foco na gestão ambiental e territorial, está em fase de contratação.
O que é o Fundo Amazônia?
O Fundo Amazônia foi criado em julho de 2008 pelo governo brasileiro e é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco é responsável pela captação dos recursos, análise, aprovação e acompanhamento da implementação dos projetos. Podem receber recursos do fundo iniciativas ligadas à gestão de áreas protegidas e florestas públicas; atividades produtivas sustentáveis; desenvolvimento científico e tecnológico aplicado ao uso sustentável da biodiversidade; fortalecimento institucional e controle social. Até agora, apenas o governo da Noruega efetivou uma doação, no valor de US$ de 1 bilhão, que deverá ser aplicado até 2015. O fundo é visto como uma das primeiras iniciativas de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), mecanismo em discussão no âmbito da Convenção de Mudanças Climáticas da ONU para compensar os países em desenvolvimento pela conservação de suas florestas. Por isso, tem chamado muita atenção internacional.
Para saber mais, visite De Olho no Fundo Amazônia
(*) Jornalista do ISA. Texto publicado no blog http://colunas.globoamazonia.com/isa/
(Envolverde/Amazônia.org.br) |
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Amazônia perde mais 172 km² de floresta em junho, diz Imazon |
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Escrito por Rede Ambiental
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Seg, 02 de Agosto de 2010 09:02 |
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Amazônia perde mais 172 km² de floresta em junho, diz Imazon Por Redação Amazônia.org.br
Em junho de 2010, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), detectou 172 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. A quantidade de floresta devastada no período representou um aumento de 15% em relação a junho de 2009 quando o desmatamento somou 150 quilômetros quadrados.
Em junho, o Pará foi novamente o campeão de desmatamento, devastando 67% do total. Em segundo lugar está o Amazonas, com 13%, Mato Grosso (10%), Rondônia (8%), Acre (1%), Roraima (0,5%) e Tocantins (0,5%).
De acordo com o instituto, por causa das nuvens, apenas 75% da floresta foi monitorada.
Desflorestamento acumulado
O desmatamento acumulado no período de agosto de 2009 a junho de 2010 totalizou 1.333 quilômetros quadrados. Em comparação com o período anterior de agosto 2008 a junho 2009 (quando o desmatamento somou 1.234 quilômetros quadrados), houve um aumento de 8%.
Esse número resultou no comprometimento de 85 milhões de toneladas de CO2 equivalentes, as quais estão sujeitas a emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição. Isso representa um aumento de 3% em relação ao período anterior (agosto de 2008 a junho de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 87 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
Degradação
De acordo com o Imazon, as florestas degradadas na Amazônia Legal - áreas florestais intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas - somaram 402 quilômetros quadrados em junho de 2010. Desse total, a quase totalidade (97%) ocorreu no Pará.
Veja o Boletim Transparência Florestal - Junho 2010 em http://www.amazonia.org.br/arquivos/361877.pdf
(Envolverde/Amazônia.org.br) |
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