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Rede Ambiental
Cientistas avançam nos conhecimentos sobre copaíba na Amazônia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Qui, 22 de Julho de 2010 10:59
Cientistas avançam nos conhecimentos sobre copaíba na Amazônia

Por Redação da Amazônia.org.br

Com o objetivo de estabelecer diretrizes para o manejo racional de copaíba, árvore que produz um óleo com propriedades medicinais e cosméticas, pesquisadores da Embrapa reúnem dados coletados nos últimos cinco anos em reunião técnica que acontece na próxima semana em Rio Branco, no Acre.  Os cientistas avaliaram plantas nos Estados de Rondônia, Pará, Roraima e Acre para comparar o comportamento das árvores em diferentes situações.  Os trabalhos fazem parte do Projeto Kamukaia, que além da copaíba estuda outras espécies amazônicas com potencial econômico não madeireiro.

Integrante da equipe do projeto, a engenheira florestal Michelliny Bentes Gama, pesquisadora da Embrapa Rondônia, explica que apesar de bastante conhecida pelas populações tradicionais da Amazônia, a copaíba ainda é pouco estudada cientificamente.  “Existem 28 diferentes espécies do gênero Copaifera, das quais 16 são endêmicas do bioma Amazônia e Cerrado, e ainda pouco se sabe a respeito da ecologia dessas espécies”.

Ao contrário de culturas tradicionais, como o milho e a soja, em que as plantas são domesticadas e apresentam características uniformes, as árvores da floresta não são padronizadas e isso oferece um desafio a mais aos cientistas que se arriscam a entendê-las.  “Por isso coletamos, em diferentes partes da Amazônia, dados fenológicos como época de floração, frutificação, dispersão de frutos, além da regeneração natural e da estrutura populacional das florestas.  Essas informações são essenciais para orientar um manejo de maneira sustentada, eficiente e que garanta a conservação da espécie”, explica Michelliny.

Além das características ecológicas, também é avaliado o potencial das plantas para a produção de óleo, principal produto da copaíba.  Em Rondônia, foram estudadas árvores que cresceram de maneira expontânea em uma área de floresta amazônica virgem no Campo Experimental de Machadinho d"Oeste, propriedade da Embrapa Rondônia com 219 hectares utilizada para estudos florestais.

As coletas de óleo indicaram grande variação entre as plantas.  A mais produtiva rendeu, em apenas uma coleta de 24 horas, quase um litro e meio de óleo.  A menos abundante produziu apenas 70 ml.  Em média, as árvores avaliadas em Rondônia produzem 391,85 ml.

Outra avaliação importante tem a ver com a sustentabilidade da extração do óleo.  As plantas apresentaram redução de 77% no volume de óleo na segunda coleta realizada.  Para os pesquisadores, são necessárias outras avaliações para que seja possível determinar o tempo ideal de descanso da planta até uma nova extração de óleo.

Existe ainda uma série de perguntas a serem respondidas, afirma a pesquisadora Michelliny.  Na próxima semana, um passo importante pode ser dado na direção das respostas.  Pesquisadores da Embrapa Acre, Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Roraima, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Amapá e Embrapa Rondônia realizam uma oficina técnica para consolidar as informações geradas até o momento.  Além de reunir os dados coletados em diferentes estados, serão feitas análises dos resultados.  A reunião acontece de segunda a sexta-feira da próxima semana, em Rio Branco (AC).

O Projeto Kamukaia é liderado pela Embrapa Acre, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  Além da copaíba, são objeto de estudo a castanheira, o babaçu, a andiroba, a unha-de-gado e o cipó-titica.  O termo Kamukaia é derivado de duas palavras da língua indígena Wapixana: Kamuk e Aka, que significam produtos da floresta.

 


(Envolverde/Amazônia.org.br)

 

 
MMA divulga dados sobre desmatamento na Amazônia e no Pampa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Qui, 22 de Julho de 2010 10:58
MMA divulga dados sobre desmatamento na Amazônia e no Pampa

Por Redação MMA

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comenta os dados do monitoramento do desmatamento nos biomas Amazônia e Pampa, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 22 de julho.

As informações sobre a Amazônia são do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) e coletadas entre agosto de 2009 e maio de 2010. Já os dados sobre o Pampa, divulgados pela primeira vez, foram elaborados pelo Centro de Monitoramento Ambiental do Ibama - sob coordenação da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA -, e são relativos ao período de 2002 a 2008. O levantamento será fundamental para orientar a elaboração dos futuros planos de controle do desmatamento no bioma.

Izabella Teixeira também vai comentar os principais pontos que serão debatidos durante a quarta reunião do Basic (grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China), que será realizada no Rio de Janeiro de 23 a 26 de julho. O grupo vai discutir assuntos de interesse comum sobre mudanças climáticas.


Quando: quinta-feira, 22 de julho, às 15h

Onde: Sala Multimídia, 5º andar, Ministério do Meio Ambiente, Bloco B, Esplanada dos Ministérios, Brasília-DF

 


(Envolverde/MMA)
 
Serra elege a Amazônia como prioridade e define planos para a região PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Qui, 22 de Julho de 2010 10:54
Serra elege a Amazônia como prioridade e define planos para a região

Por Renata Giraldi, da Agência Brasil

O candidato à Presidência da República pela coligação O Brasil Pode Mais, formada pelo PSDB, DEM, PPS, PTB e PtdoB, José Serra, quer preparar a Região Amazônica para a Copa do Mundo de Futebol de 2014.  A ideia, segundo ele, é criar um conselho de desenvolvimento, ligado diretamente à Presidência da República, e a partir daí estimular uma série de ações na região.

Serra defende os investimentos em biotecnologia e na criação de um polo complementar de produção, na Zona Franca de Manaus.  Paralelamente, o candidato pretende fortalecer a segurança e a vigilância nas áreas fronteiriças e buscar a modernização dos portos e do transporte hidroviário.  A Amazônia foi eleita por ele como o tema desta segunda-feira (19), segundo o site do candidato e confirmado pela assessoria de imprensa.

O dia hoje de Serra é dedicado a Minas Gerais.  A agenda começa na capital, Belo Horizonte, onde participa da inauguração do comitê de campanha, depois segue para Divinópolis a fim de se reunir com prefeitos e lideranças regionais, no Clube Estrela do Oeste.  O principal apoio político do candidato no estado é o ex-governador Aécio Neves (PSDB) que disputa uma vaga para o Senado.

Aécio deixou o governo de Minas Gerais com um elevado índice de popularidade.  Internamente, no PSDB, ele tentou obter apoio para ser indicado o candidato à Presidência da República.  Porém, a indicação final acabou ficando com Serra.

Ao mencionar a Amazônia como um das prioridades que terá, caso seja eleito, Serra estuda a possibilidade de enviar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ao Congresso para que a Zona Franca de Manaus se torne permanente, sem a necessidade de renovação periódica como ocorre hoje.  A Zona Franca é responsável pela geração de cerca de 150 mil empregos.

Recentemente, Serra esteve no interior do Amazonas.  No site do candidato, ele se disse impressionado com a riqueza cultural da região e afirmou ter assumido o compromisso de criar a Arena de Parintins, área que se destinará a espetáculos dos bois, mas com espaço para um museu e um shopping cultural.

Edição: Aécio Amado

 


(Envolverde/Agência Brasil)

 

 
Diálogos Capitais: O Brasil e a Energia do amanhã PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Qui, 22 de Julho de 2010 10:56
Diálogos Capitais: O Brasil e a Energia do amanhã

A Envolverde e a revista Carta Capital estão promovendo um debate sobre as necessidades de energia do Brasil para manter um processo de desenvolvimento inclusivo e sustentável e quais as formas de energia que o País tem á disposição. Vamos reunir empresários, executivos de grandes empresas do setor, acadêmicos e especialistas para um diálogo franco e capaz de lançar uma luz sobre os desafios energéticos do Brasil agora e nos próximos anos.

O evento acontecerá dia 6 de agosto, em São Paulo. A entrada é franca, mas as vagas são limitadas. Mais informações e inscrições no site: http://www.confirmersvp.com.br/energiadoamanha/

Programação


   
Das 8:30 às 9 horas

Credenciamento e welcome coffee
 
Das 9 às 9:45 horas

Palestra: As Tendências dos Biocombustíveis no Brasil

Conferencista: Marcos Jank, presidente da Única – União da Indústria da Cana-de-açúcar
 
Das 9:45 às 11:15 horas
    
Mesa I

Projetos e atos das empresas de energia e o papel do financiamento público.

Wilson Ferreira, presidente da CPFL, Maria das Graças Silva Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras e Wagner Bittencourt, diretor de Infraestrutura do BNDES.

Mediador: Dal Marcondes, diretor da revista Envolverde.
 
Das 11:15 às 11:30 horas
    
Coffee Break
 
Das 11:30 às 12:45 horas
    
Mesa II


As expectativas de especialistas sobre a energia dos próximos anos.

Antonio Nobre, especialista em clima e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Ladislau Dowbor, professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace.

Mediador: Ricardo Young, conselheiro do Instituto Akatu e do WWF.

13:00 horas

    
Encerramento

 


(Agência Envolverde)
 
Um passo de cada vez PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rede Ambiental   
Qui, 22 de Julho de 2010 10:53
Um passo de cada vez

Por Redação do Greenpeace

Frigoríficos afirmam ter parado de comprar gado de terras indígenas e unidades de conservação, um ano após o lançamento do relatório do Greenpeace sobre pecuária na Amazônia.

Os três maiores frigoríficos do Brasil – JBS/Bertin, Marfrig e Minerva – anunciaram na última semana que deixaram de comprar gado de 221 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas na Amazônia. Outras 1.787 propriedades, num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas, passam por averiguação. As empresas declararam também ter o ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas, número que, segundo elas, representa 100% da cadeia de fornecedores diretos da região.

"A apresentação desses números é uma clara e bem-vinda sinalização de que o setor está de olho nas novas exigências do consumidor preocupado com o meio ambiente em todo o mundo. As empresas precisam agora ampliar e consolidar esse trabalho, realizando auditorias nos processos, garantindo transparência e confiabilidade aos dados e convencendo seus fornecedores a disponibilizarem mapas com os limites georreferenciados das propriedades", afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Os resultados entregues, nove meses após a assinatura de acordo entre os frigoríficos e o Greenpeace (assinado em outubro do ano passado), correspondem à primeira etapa do compromisso assumido pelas empresas-líderes do setor da pecuária com desmatamento zero na Amazônia: cadastrar e mapear todas as fazendas de seus fornecedores diretos, para não comprarem mais gado proveniente de áreas recém-desmatadas na região, de terras indígenas e áreas protegidas.

O monitoramento dessa cadeia produtiva é essencial para que clientes e consumidores de produtos bovinos não contribuam indiretamente para a destruição da maior floresta tropical do mundo. No entanto, para que esse processo ocorra de forma eficaz e transparente, é indispensável a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades, ferramenta que possibilita monitorar por satélite e identificar com segurança todos os fornecedores – tanto os que produzem sem desmatar quanto os que desmataram a floresta após outubro de 2009.

No Mato Grosso, detentor do maior rebanho do país, menos de 5% das fazendas estão cadastrados no sistema de licenciamento ambiental do governo do estado. A exigência do cadastro é lei e tem prazo para ser cumprida: novembro deste ano. No Pará, o número de fazendas registradas junto ao CAR – Cadastro Ambiental Rural – saltou, em menos de um ano, de cerca de 300 para 19 mil propriedades inscritas, devido às pressões exercidas por consumidores e pela atuação do Ministério Público Federal, que moveu ações obrigando parte da cadeia a realizar o cadastramento. Porém, esse número ainda representa apenas 9% do total de propriedades do Estado.

"As pressões dos frigoríficos são fundamentais para promover o cadastramento das fazendas nos Estados. Também vamos cobrar daqueles que ainda não assumiram nenhum compromisso com a floresta. Os consumidores precisam saber quem ainda não está se mexendo para tirar o desmatamento de seu negócio", afirma Adário.

Os três frigoríficos responderam, em 2009, por 36% do abate feito na Amazônia Legal. O restante vem de pequenos, médios e grandes frigoríficos que até agora não assumiram compromisso com o desmatamento zero e vendem seus produtos para os consumidores, por meio de supermercados que ainda não limparam suas prateleiras de passivos ambientais e sociais.


FOTO

Legenda:
Gado em fazenda no Mato Grosso


Crédito: Greenpeace/Lineair/Ricardo Funari

 


(Envolverde/Greenpeace)

 

 
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